No transporte aéreo, cada quilo embarcado tem preço, inclusive o da embalagem. O empresário Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, explica que essa característica torna o modal um dos mais sensíveis à escolha do material de acondicionamento, já que a estrutura que protege a carga é pesada na mesma balança que define o valor do frete.
O cálculo do frete aéreo é realizado considerando o peso real e o volume da carga. Embalagens pesadas implicam em custos adicionais pelo peso, enquanto embalagens volumosas acarretam despesas pelo espaço. Uma solução mal dimensionada pode comprometer a operação em ambos os critérios simultaneamente. Por conseguinte, é imprescindível que o peso e o volume da embalagem sejam avaliados conjuntamente desde o projeto, e não meramente no momento da cotação do frete.
O peso que não é produto
Em diversas cadeias que utilizam o modal aéreo, como a de componentes eletrônicos, peças de reposição e produtos farmacêuticos, a carga tem alto valor e prazos reduzidos. A embalagem deve proteger o produto contra impactos, vibrações e variações de temperatura. No entanto, a inclusão de reforços adicionais implica um custo por quilo transportado.
Embora os contêineres e estruturas metálicas ofereçam resistência, eles acrescentam peso considerável a cada remessa. Em fluxos regulares, esse peso adicional é repentino em todas as viagens de ida e, quando a embalagem é retornável, também nas de volta, resultando em um impacto significativo sobre o custo logístico ao longo do ano. Em rotas internacionais, essa diferença tende a ser ainda mais acentuada, visto que as tarifas por quilo são mais elevadas e os prazos de retorno das embalagens são mais extensos.
Ao avaliar o tema, Elias Assum Sabbag Junior menciona que é preciso distinguir o que a carga exige do que constitui excesso de proteção. Embalagens superdimensionadas, selecionadas por motivos de segurança ou por conveniência, podem acarretar custos de frete mais elevados do que o benefício que proporcionariam ao evitar danos. Em contrapartida, soluções leves e bem projetadas preservam a carga sem impactar negativamente o processo de envio.
Leveza, volume e retorno
As embalagens plásticas leves ganharam espaço nesse cenário, pois reduzem o peso sem comprometer a rigidez. Estruturas produzidas em plástico corrugado, por exemplo, têm o potencial de substituir componentes metálicos em mangas e coberturas para cargas paletizadas, apresentando peso significativamente menor e resistência adequada ao empilhamento, desde que o projeto considere a carga transportada.
O volume no retorno constitui um fator decisivo. Embalagens desmontáveis ocupam uma fração do espaço quando vazias, reduzindo o custo de devolução ao ponto de origem. Conforme observado por Elias Assum Sabbag Junior, em logística aérea, essa característica pode determinar a viabilidade de um sistema retornável ou a necessidade de embalagens descartáveis.

O manuseio adequado é fundamental para garantir a eficiência do produto. A montagem e movimentação de estruturas leves pode ser realizada sem o uso de empilhadeiras em determinadas etapas, proporcionando maior agilidade na preparação da carga em terminais e centros de distribuição, onde o tempo entre a chegada da mercadoria e o embarque geralmente é reduzido. A redução da dependência de equipamentos resulta em menos filas e menor risco de atraso na janela de embarque.
A durabilidade é o fator que complementa a fórmula para a excelência operacional. Embalagens laváveis e resistentes ao uso repetido mantêm a aparência e a função ao longo de muitos ciclos, e Elias Assum Sabbag Junior acrescenta que a inspeção entre as viagens é necessária para retirar de circulação unidades danificadas antes que comprometam a proteção da carga.
Embalagem industrial influencia as decisões de transporte e logística
Em modalidades nas quais o espaço e o peso são fatores críticos de forma séria e rigorosa, a embalagem não deve ser considerada um mero detalhe, mas sim um componente que interfere na própria viabilidade do envio. Mudanças de peso em volumes repetidos em centenas de envios podem afetar significativamente o custo total de uma rota inteira.
Diante disso, a seleção do material de acondicionamento para carga aérea deve ser feita com a mesma diligência empregada na negociação do frete. A experiência de Elias Assum Sabbag Junior com embalagens plásticas corrobora o fato de que a redução do peso e do volume da embalagem constitui uma das raras formas de economia que dependem quase que exclusivamente da própria empresa, sem a necessidade de renegociar tarifas com transportadoras.
