Elmar Juan Passos Varjão Bomfim se relaciona a um campo da engenharia no qual decisões técnicas assumem papel decisivo na prevenção de riscos em áreas urbanas densamente ocupadas. Encostas sujeitas a instabilidades geotécnicas representam um dos principais desafios da infraestrutura urbana brasileira, sobretudo em cidades que cresceram de forma acelerada e, muitas vezes, sem planejamento adequado. Nesses contextos, a engenharia de contenção deixa de ser intervenção pontual e passa a integrar políticas permanentes de segurança e ordenamento territorial.
A estabilização de encostas exige leitura técnica cuidadosa do solo, das condições de drenagem e da ocupação existente. Soluções improvisadas ou subdimensionadas tendem a transferir o problema no tempo, aumentando a probabilidade de eventos críticos. Por isso, a engenharia atua de forma preventiva, buscando reduzir vulnerabilidades estruturais antes que se convertam em crises humanas e patrimoniais.
Risco geológico e ocupação urbana como problema estrutural
Encostas urbanas concentram fatores que potencializam instabilidades, como cortes irregulares, sobrecargas construtivas e sistemas de drenagem inadequados. Conforme se observa em projetos desse tipo, o risco geológico não decorre apenas das características naturais do terreno, mas da interação entre solo, água e ocupação humana. A engenharia precisa, portanto, tratar essas áreas como sistemas complexos, nos quais intervenções isoladas tendem a ser insuficientes.
Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o mapeamento geotécnico e a análise de suscetibilidade assumem papel central nesse processo. A partir desses estudos, torna-se possível hierarquizar riscos, definir prioridades de intervenção e selecionar técnicas compatíveis com cada situação. Esse diagnóstico técnico reduz incertezas e orienta investimentos de forma mais racional e eficaz.
Técnicas de contenção e critérios de escolha estrutural
A definição da solução de contenção depende diretamente das condições do terreno e das restrições do ambiente urbano. Solo grampeado, cortinas atirantadas, muros de contenção e estruturas mistas são algumas das alternativas disponíveis, cada uma com implicações específicas de custo, prazo e desempenho. De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a escolha não deve se limitar ao método mais difundido, mas ao que melhor responde às solicitações locais.
Além da estabilidade global, a engenharia precisa considerar aspectos construtivos, como interferências com edificações existentes, acessos restritos e impacto durante a execução. Soluções bem dimensionadas reduzem a necessidade de manutenções corretivas e aumentam a vida útil das estruturas, contribuindo para maior previsibilidade operacional e financeira ao longo do tempo.

Drenagem e controle da água como fator determinante
Em encostas urbanas, o controle da água costuma ser tão relevante quanto a contenção propriamente dita. A infiltração descontrolada eleva pressões internas no solo, reduz a resistência ao cisalhamento e acelera processos de instabilidade. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim explica que, por essa razão, a engenharia integra sistemas de drenagem superficial e profunda como parte indissociável das soluções de estabilização.
Esse controle exige compatibilização entre projeto geotécnico, infraestrutura urbana e manutenção futura. Sistemas eficientes reduzem a sobrecarga hídrica sobre as estruturas e aumentam a confiabilidade do conjunto. Ao tratar a água como variável central do problema, a engenharia amplia a eficácia das intervenções e reduz o risco de falhas recorrentes.
Investimento preventivo e permanência das soluções técnicas
A estabilização de encostas não deve ser encarada como resposta emergencial a eventos críticos, mas como investimento estrutural de longo prazo. Na análise de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, soluções permanentes tendem a apresentar melhor relação custo-benefício quando comparadas a intervenções repetidas após deslizamentos ou colapsos parciais. A previsibilidade técnica se traduz em economia de recursos e maior segurança para a população.
Nesse sentido, a engenharia assume papel estratégico na mitigação de riscos urbanos. Ao combinar diagnóstico adequado, escolha criteriosa das técnicas e integração com a infraestrutura existente, as obras de contenção contribuem para cidades mais resilientes. Trata-se de uma atuação que protege vidas, preserva o patrimônio público e reforça a importância de decisões técnicas bem fundamentadas no planejamento urbano.
Autor: Mia Larsen Silva
