Segundo o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, a acessibilidade urbana deixou de ser um item opcional nos projetos de pavimentação e passou a ocupar posição central nas discussões técnicas do setor. O paver se consolidou como uma das soluções mais eficazes para conciliar durabilidade, estética e mobilidade urbana, desde que executado com critérios rígidos de assentamento e nivelamento.
O piso intertravado, quando bem especificado, oferece conforto de uso a pedestres, ciclistas e usuários de cadeiras de rodas. Contudo, falhas de projeto e execução comprometem essa promessa, gerando trepidação excessiva e desníveis que afetam diretamente a experiência de quem transita pelo espaço público ou privado.
Diante desse cenário, surge uma pergunta que orienta boa parte das decisões de projeto atuais: como equilibrar economia, estética e acessibilidade sem sacrificar a segurança do pedestre? A resposta passa por entender as variáveis técnicas que determinam o desempenho do paver no longo prazo. Confira mais lendo o artigo a seguir!
Por que a trepidação ainda é um problema recorrente em projetos com paver?
O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, pontua que a trepidação percebida ao caminhar ou rolar sobre um piso intertravado normalmente está associada a falhas no preparo da base e no rejuntamento entre as peças. Quando a camada de assentamento não recebe compactação adequada, pequenos recalques diferenciados surgem ao longo do tempo, criando irregularidades que afetam diretamente o conforto de uso.
Conforme aponta o especialista em sistemas construtivos, a escolha do tipo de paver também influencia esse comportamento. Peças com encaixes mais precisos e espessura adequada à carga prevista tendem a manter a coesão do conjunto, reduzindo movimentos individuais que geram ruído e instabilidade sob o peso de pedestres ou veículos leves.
Quais critérios técnicos garantem acessibilidade real em piso intertravado?
Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, explica que a acessibilidade em projetos com paver depende de uma combinação de fatores que vão muito além da escolha estética das peças. Caimento adequado para drenagem, ausência de ressaltos superiores a poucos milímetros e textura de superfície compatível com normas de mobilidade urbana são exigências que devem estar presentes desde a concepção do projeto.
De acordo com o diretor técnico, a especificação do paver precisa considerar o uso real do espaço. Áreas com fluxo intenso de pedestres, rotas acessíveis e faixas de circulação exigem peças com tolerância dimensional rigorosa, evitando variações de espessura que resultem em desníveis perceptíveis ao toque ou à visão.

Como a execução influencia o resultado final do projeto?
Mesmo um projeto tecnicamente correto pode falhar na entrega se a execução não seguir os parâmetros estabelecidos. Na avaliação do Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim e especialista em sistemas construtivos, a compactação da base e da camada de assentamento é a etapa mais sensível de toda a obra, pois define o comportamento do piso ao longo dos anos.
A escolha de equipamentos adequados para compactação, o controle de umidade do material de assentamento e a verificação contínua do nivelamento durante a aplicação das peças são procedimentos que, embora simples, fazem diferença significativa no resultado final. Sob essa perspectiva, investir tempo na fase de execução reduz custos futuros com manutenção corretiva.
O futuro da pavimentação urbana passa pela acessibilidade desde o projeto
O mercado brasileiro de construção civil caminha para uma realidade em que acessibilidade não é mais um adendo, mas um requisito de projeto desde a concepção inicial. Como destaca o especialista, essa mudança de mentalidade exige que arquitetos, engenheiros e construtores enxerguem o piso intertravado como elemento estrutural da mobilidade urbana, não apenas como acabamento.
A tendência é que normas técnicas se tornem ainda mais detalhadas em relação a tolerâncias dimensionais, drenagem e conforto de uso, pressionando fabricantes e projetistas a elevarem o padrão de qualidade. Tal como resume o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, essa evolução representa uma oportunidade real de transformar espaços públicos e privados em ambientes verdadeiramente acessíveis, sem abrir mão da durabilidade e do desempenho técnico que o setor exige.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
