O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, acompanha de perto os desafios enfrentados por escolas públicas e privadas diante das desigualdades de acesso à tecnologia. Embora a digitalização tenha ampliado possibilidades pedagógicas, ela também evidenciou um problema estrutural: nem todos os estudantes partem do mesmo ponto quando o assunto é conectividade, equipamentos e letramento digital. Dados recentes mostram que a exclusão digital não é apenas uma questão de infraestrutura, mas um fator que influencia diretamente o desempenho escolar e as oportunidades educacionais.
Neste artigo, será analisado como o acesso à tecnologia impacta a aprendizagem, de que forma a exclusão digital amplia desigualdades e quais caminhos práticos podem ser adotados pelas escolas. A proposta é refletir sobre equidade educacional a partir de evidências, com foco em soluções possíveis e sustentáveis.
O que caracteriza a exclusão digital no contexto educacional?
A exclusão digital vai além da ausência de internet ou de equipamentos tecnológicos. Ela envolve também a qualidade da conexão, a disponibilidade de dispositivos adequados e a capacidade de utilizá-los de forma produtiva. Em muitos contextos, estudantes até possuem acesso limitado à tecnologia, mas não contam com condições mínimas para utilizá-la como ferramenta de aprendizagem.

Esse cenário afeta especialmente alunos de baixa renda, que enfrentam dificuldades para acompanhar as atividades digitais propostas pelas escolas. Com isso, compreender a exclusão digital como fenômeno multidimensional é essencial para evitar soluções simplistas. Sergio Bento de Araujo elucida que equidade educacional exige olhar atento às condições reais dos estudantes e às barreiras que dificultam o acesso efetivo ao conhecimento.
Como o acesso à internet e a equipamentos influencia o desempenho escolar?
Pesquisas recentes indicam que estudantes com acesso domiciliar à internet e a equipamentos adequados apresentam melhor desempenho em avaliações educacionais. Esse efeito se mantém mesmo quando outras variáveis socioeconômicas são consideradas, o que reforça a importância da tecnologia como fator de apoio à aprendizagem.
O acesso facilita a realização de atividades escolares, a pesquisa de conteúdos complementares e a interação com recursos digitais de ensino. O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo destaca que a tecnologia, quando disponível e bem utilizada, amplia oportunidades de aprendizagem fora do ambiente escolar. Por outro lado, sua ausência limita o desenvolvimento acadêmico e amplia diferenças entre grupos de estudantes.
Por que a exclusão digital amplia desigualdades entre escolas e territórios?
A exclusão digital tende a se concentrar em determinados territórios, refletindo desigualdades socioeconômicas já existentes. Sergio Bento de Araujo retrata que as escolas localizadas em regiões com menor infraestrutura enfrentam maiores dificuldades para integrar tecnologia ao ensino, o que impacta diretamente a experiência educacional dos estudantes.
Essa disparidade cria um ciclo de desigualdade, no qual alunos com menos acesso acumulam defasagens ao longo do tempo. Romper esse ciclo exige políticas educacionais que considerem o território e a realidade das comunidades escolares. A tecnologia, quando distribuída de forma desigual, pode reforçar distâncias em vez de reduzi-las.
Que ações práticas podem reduzir os efeitos da exclusão digital na educação?
Reduzir os efeitos da exclusão digital passa por ações coordenadas entre escolas, gestores e políticas públicas. Investimentos em conectividade, disponibilização de equipamentos e criação de espaços de acesso compartilhado são medidas fundamentais. No entanto, essas iniciativas precisam ser acompanhadas de formação para uso pedagógico da tecnologia.
Além da infraestrutura, é importante desenvolver competências digitais nos estudantes e professores, com isso em vista, Sergio Bento de Araujo observa que ações práticas e bem planejadas podem mitigar desigualdades e ampliar o alcance das estratégias educacionais. O foco deve estar em garantir acesso com qualidade e uso orientado, evitando soluções fragmentadas.
O que esperar de políticas educacionais focadas em equidade tecnológica?
Políticas educacionais voltadas à equidade tecnológica têm potencial para transformar o cenário educacional de forma significativa. Ao garantir acesso consistente à tecnologia, elas contribuem para reduzir as defasagens de aprendizagem e ampliar oportunidades educacionais. O impacto positivo se reflete tanto no desempenho escolar quanto na permanência dos estudantes no sistema educacional.
Segundo o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, a equidade tecnológica é condição essencial para uma educação mais justa e inclusiva. Quando políticas públicas e iniciativas escolares caminham juntas, a tecnologia se torna aliada da aprendizagem e da inclusão. Portanto, o resultado esperado é um sistema educacional mais equilibrado, capaz de oferecer oportunidades reais de desenvolvimento para todos os estudantes.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
