Jornal FashionJornal Fashion
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Leitura: A arte de ceder bem: como concessões estratégicas definem o resultado de uma negociação corporativa?
Compartilhar
Font ResizerAa
Font ResizerAa
Jornal FashionJornal Fashion
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Search
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Jornal Fashion - [email protected]
Jornal Fashion > Blog > Notícias > A arte de ceder bem: como concessões estratégicas definem o resultado de uma negociação corporativa?
Notícias

A arte de ceder bem: como concessões estratégicas definem o resultado de uma negociação corporativa?

Diego Velázquez
Diego Velázquez Publicado julho 13, 2026
Compartilhar
8 Min de leitura
Haroldo Augusto Filho
Haroldo Augusto Filho

Segundo Haroldo Augusto Filho, executivo com atuação em negociação empresarial, gestão de conflitos e estruturação de soluções em ambientes corporativos complexos, negociadores que dominam a lógica das concessões estratégicas chegam a acordos melhores não porque cedem menos, mas porque cedem de forma que cada concessão gera o máximo de retorno possível dentro da dinâmica da negociação. Toda negociação exige concessões. O que raramente é ensinado é que a forma como essas concessões são feitas importa tanto quanto o conteúdo do que está sendo cedido. 

Leia a seguir para entender como essa lógica funciona na prática e o que ela muda no resultado final.

Por que a sequência das concessões importa tanto quanto o valor delas?

Uma concessão feita no início de uma negociação tem peso completamente diferente da mesma concessão feita no final. No início, ela pode ser interpretada como sinal de que há mais espaço para ceder, incentivando a outra parte a pressionar por concessões adicionais antes de considerar qualquer reciprocidade. No final, a mesma concessão pode ser decisiva para fechar um acordo que já estava próximo, sem criar a expectativa de que mais espaço existe além daquele ponto.

Na leitura de Haroldo Augusto Filho, negociadores que não planejam a sequência de suas concessões tendem a usar seu espaço de manobra de forma ineficiente, cedendo nos momentos em que a concessão tem menos valor e resistindo nos momentos em que uma concessão bem posicionada resolveria o impasse com custo mínimo. Esse desperdício de espaço negocial é invisível durante a negociação, mas seus efeitos aparecem no resultado final: acordos que ficaram abaixo do possível porque as concessões foram usadas sem critério de timing.

O sinal que cada concessão envia para a outra parte

Toda concessão comunica algo além do seu conteúdo imediato. O tamanho da concessão sinaliza o quanto de espaço ainda existe. A velocidade com que ela é feita sinaliza o nível de pressão que a parte sente. E a forma como ela é apresentada sinaliza se está sendo feita de forma estratégica ou reativa. Esses sinais são lidos pela outra parte, mesmo que de forma inconsciente, e influenciam diretamente as expectativas que ela forma sobre o restante da negociação.

Haroldo Augusto Filho ressalta que concessões feitas de forma reativa, como resposta imediata à pressão da outra parte, tendem a comunicar que a pressão funciona, criando um incentivo para que ela continue. Concessões feitas de forma proativa, como movimento calculado dentro de uma estratégia mais ampla, comunicam algo diferente: que a parte está disposta a construir um acordo, mas que esse movimento foi uma escolha deliberada e não uma resposta ao desconforto do momento. Essa diferença de sinal muda completamente o comportamento da outra parte nas rodadas seguintes.

Haroldo Augusto Filho
Haroldo Augusto Filho

Como calibrar o tamanho das concessões ao longo de uma negociação?

Concessões decrescentes, em que cada movimento cede menos do que o anterior, comunicam que o limite está se aproximando. Esse padrão é útil para sinalizar que o espaço está se esgotando sem precisar declarar explicitamente onde está o limite real. Concessões uniformes, em que cada movimento tem tamanho similar ao anterior, não transmitem esse sinal e podem criar a expectativa de que o mesmo espaço continuará disponível indefinidamente.

Como aponta Haroldo Augusto Filho no campo da negociação empresarial estruturada, calibrar o tamanho das concessões ao longo do processo é uma das habilidades que mais diferencia negociadores experientes dos iniciantes. Iniciantes tendem a fazer concessões grandes no início, quando a pressão para mostrar boa-fé é maior, e ficam sem espaço de manobra nas etapas finais, quando as concessões teriam mais valor estratégico. Negociadores experientes fazem o movimento inverso: preservam espaço para as etapas em que cada concessão pesa mais no resultado final do acordo.

O que exigir em troca de cada concessão e como fazer isso sem criar atrito desnecessário?

Concessões não recíprocas, em que uma parte cede sem receber nada em troca, ensinam a outra parte que a pressão produz resultado sem custo. Ao longo de uma negociação, esse padrão se acumula de forma que é difícil reverter: a parte que cedeu repetidamente sem reciprocidade perde a credibilidade para resistir em pontos posteriores, porque o padrão estabelecido sugere que a resistência é temporária e que ceder é inevitável.

Haroldo Augusto Filho pondera que toda concessão relevante deve ser acompanhada de uma solicitação de reciprocidade, ainda que essa reciprocidade não precise acontecer no mesmo ponto ou no mesmo momento. A forma como essa solicitação é feita importa: exigências explícitas criam atrito desnecessário, enquanto sinalizações naturais dentro do fluxo da negociação comunicam a expectativa de troca sem transformá-la em confronto. A diferença entre as duas abordagens está menos no conteúdo da mensagem e mais na forma como ela está integrada ao movimento de concessão, de modo que a reciprocidade pareça parte natural do processo e não uma condição imposta de fora.

Por que as últimas concessões de uma negociação são as mais importantes?

O final de uma negociação concentra uma pressão específica que raramente existe nas etapas anteriores: a pressão de fechar. Quando ambas as partes já investiram tempo e energia no processo, a resistência a um acordo que está próximo se torna mais custosa do que nas etapas iniciais, e isso muda o valor de cada concessão feita nesse momento. Uma concessão pequena no final de uma negociação longa pode desbloquear um acordo que ficaria travado por essa última distância, com um custo real muito menor do que o esforço de retomar o processo do início.

Para Haroldo Augusto Filho, negociadores que preservam algum espaço de manobra para as etapas finais têm uma vantagem estrutural sobre os que chegam ao final sem nenhuma concessão disponível. Essa reserva não precisa ser grande: sua função não é resolver diferenças substanciais, mas oferecer à outra parte o sinal de que um movimento final foi feito, o que frequentemente é o que transforma um quase acordo num acordo definitivo. A negociação que termina bem quase sempre termina com alguém cedendo algo pequeno no momento certo, e é justamente o planejamento desse momento que separa as negociações que fecham das que ficam paradas na última milha.

Tag:Empresário Haroldo Augusto FilhoExecutivo Haroldo Augusto FilhoHaroldo Augusto FilhoO que aconteceu com Haroldo Augusto FilhoQuem é Haroldo Augusto FilhoTudo sobre Haroldo Augusto Filho
Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Copy Link Print
Compartilhar
Artigo Anterior Gustavo Khattar de Godoy O crescimento silencioso da fibrose pulmonar está mudando a forma como a medicina busca diagnósticos mais precoces
Paulo de Matos Junior
Invista com segurança: aprenda com Paulo de Matos Junior sobre a importância da regulamentação em criptoativos!
Notícias
Pedro Henrique Torres Bianchi
A aplicação do Direito Processual Civil nas disputas entre sócios na dissolução de empresas 
Notícias
Diohn do Prado
Granito preto ou branco: Qual escolher para cada ambiente? Veja neste artigo
Notícias
Tiago Oliva Schietti
Demografia em transformação: como o envelhecimento molda o mercado funerário no Brasil
Notícias

Links

  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Jornal Fashion

Jornal Fashion: Sua fonte completa para as últimas notícias sobre moda, beleza, cultura pop e muito mais. Acompanhe as tendências, desfiles, lançamentos e tudo o que acontece no universo fashion.

Haroldo Augusto Filho
A arte de ceder bem: como concessões estratégicas definem o resultado de uma negociação corporativa?
julho 13, 2026
Gustavo Khattar de Godoy
O crescimento silencioso da fibrose pulmonar está mudando a forma como a medicina busca diagnósticos mais precoces
junho 15, 2026
Jornal Fashion - [email protected] - tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Sobre Nós
  • Notícias
  • Contato
  • Quem Faz
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?